Não me peças

Não me peças o que não te posso dar.
Nāo me peças que mude. Só mudamos quando queremos, não quando os outros querem. Mudarei se assim o entender, se me fizer sentir melhor, se for por ti, será artificial e oca.
Mudanças ocas serão sempre vazias de sinceridade, porque se mudasse por ti, continuaria a ser sincera para mim.
Não me peças que te diga o que não quero dizer. Não me peças para concordar com aquilo que não quero, não conseguiria. Isto de aceitar aquilo que é o melhor para ti é duro, mas o único caminho possível para mim. Podemos encontrar meios caminhos entre os meus e os teus.
Não me peças para não voar, não cortes as asas a quem só vive de voos sem destino, e sempre com muita liberdade. Sem voar fico presa, sem vida, sem cheiros, sem esperança.
Dá-me liberdade para ser quem sou, e serei tua.
Dá-me liberdade para amar, e amar-te-ei.
Dá-me liberdade para falar, e partilharei a vida em palavras.
Dá-me liberdade para viver, e viveremos juntos.

In Crónicas de uma vida que se vive todos os dias
Diana

Imagem | bailarina Diana Vishneva

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