A vida dos outros…

Ninguém sabe da vida de ninguém, embora, toda a gente interprete,

toda a gente dê opinião, toda a gente veja a partir dos seus olhos, uma vida que não é a sua.

Mas se não é a sua, o que vê então?

Uma vida que não conhece?

Uma vida que não compreende?

Ou vê-se a si próprio, na vida dos outros?

Será que não vê parte de si?

Será que não vê aquilo que gostava de fazer e não é capaz?

Será que não vê uma dimensão de si próprio?

Só se fala na vida dos outros quando não se consegue falar da própria vida, com a transparência necessária, que às vezes dói, e que traz outras tantas coisa à tona.

No fundo, falar da vida dos outros, é o reflexo da incapacidade de se falar da própria, porque no fundo, ninguém sabe da vida de ninguém, do mundo interior que habita num corpo e que reflete numa vida.

Dos outros, só os outros sabem, da nossa, é uma missão de desafio elevado, mas de sucesso garantido.

Que importa o que os outros falam de nós, ou quando esse ato só manifesta uma incapacidade para falar de si?

Que importa o que os outros falam de nós, se só se reflecte um espelho de si mesmos?

Talvez não importe nada,

nem a nossa aos outros, nem a dos outros a nós.

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