Os filhos do divórcio

É comum ouvir que os divórcios trazem à tona o pior das pessoas.

Aqueles que em tempos faziam juras de amor, parecem agora querer fazer juras de dor, com o anunciar de uma separação. O apego, o desespero, a frustração, a perda, ou o que quer que seja transforma, cada vez mais, os divórcios em campos de batalha.

Não vou falar do divórcio em si, mas cabe-me conscientemente fazer hoje uma reflexão sobre os filhos do divórcio. Os filhos do divórcio são aqueles que nada têm a ver com as escolhas dos pais, mas que são os primeiros a sofrer com elas. Mais vale um “bom” divórcio que um “mau” casamento e quando já não há sentimento ou algo que una o casal, o divórcio será a via mais aceitável e inteligente, diria. No entanto, aquando de um divórcio os pais tendem a ter alguma dificuldade em pensar no bem-estar dos filhos e no que será importante para eles. Muitas vezes entram em batalhas egóicas onde só prevalecem as necessidades individuais de cada progenitor, onde o pior de cada um vem ao de cima e as necessidades da criança são esquecidas. Entra-se no “eu quero”, esquecendo-se muitas vezes do que eles (filhos) querem e precisam.

Nenhum filho deve ser objeto de negociação, manipulação ou chantagem. As crianças sentem quando o são e muito do sofrimento que vivem pela perda real da dinâmica familiar é prolongada por perceberem que são “bolas de ping-pong”.

O divórcio é uma solução mas não se pode perder a consciência do papel protetor de cada pai. Os filhos dos divórcio precisam de ser ouvidos, escutados e respeitados com todas as suas necessidades, das básicas às mais abstratas.

Que cada pai e mãe não se esqueça que desejou ter um filho para o fazer feliz. Às vezes, a felicidade passa por ter os pais a viverem em tetos diferentes, mas sempre com a mesma missão: fazer os filhos felizes, não com bens materiais, mas com ações de amor e consciência.

Diana

In Crónicas de uma vida que se vive todos os dias

Fotografia | Ritabela Santos

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2 Comments on “Os filhos do divórcio

  1. Conheço mães divorciadas que não deixam os filhos irem para o pai só porque houve falha de pagamento da pensão de alimentos. Onde fica os sentimentos das crianças? Isto é usar os filhos para seu proveito próprio.

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