Medo de morrer…

Talvez o medo da morte venha do facto de sabermos que não estamos a viver uma vida plena,

aquela que sabemos que se consegue viver, mas não escolhemos viver.

Talvez o medo da morte venha da ausência de vivermos felizes em silêncio,

e se não estamos a viver em plenitude,

e não nos sentimos realizados na vida que a antecede,

então não podemos morrer assim,

de qualquer forma ou feitio,

porque há uma vida para viver sem medo,

e que só nos lembramos de a viver,

quando estamos para partir,

ou quando temos medo de a perder

Então porque esperar pela vida plena que dará sentido à morte?

Diana

Fotografia | Ritabela Santos

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Aquilo que pensas

A tua vida depende daquilo que pensas, depende da qualidade do alimento mental com que te nutres diariamente.

Transformas-te naquilo que pensas, e aquilo que pensas transforma a forma como te sentes, e a forma como escolhes viver.

O que dás ao teu pensamento diariamente?

O teu passado, as tuas tragédias, as tuas dores, a tua esperança, o teu amor, o teu querer, ou tudo aquilo que não queres que te aconteça?

Dás-lhe livros inspiradores, reflexões de energia, palavras de esperança e paz, de afeto e coragem?

De que assuntos escolhes falar?

O que escolhes ver na televisão e no mundo à tua volta?

Com que palavras o alimentas?

As palavras que escolhes ditam também a qualidade dos teus pensamentos, e embora não possas escolher algumas coisas na tua vida, as palavras podes.

Não há palavras certas nem errada, porque há tantas perspetivas como pessoas, portanto, escolhe aquela que te permita viver com saúde, e feliz dentro de ti.

Transformas-te naquilo que pensas e assim sendo a tua prosperidade e a tua harmonia dependem dos teus pensamentos .

Diana

Fotografia | Ritabela Santos

Erros ou experiências?

Não há erros, há experiências.

A vida é um somatório de experiências que nos fazem sentir de diversas formas.

Há experiências que nos fazem sentir bem, e sentir que estamos no caminho que queremos, e há experiências que por outro lado nos fazem sentir mal e sentir que nos estamos a afastar daquilo que desejávamos.

Também este bem e mal já estão condicionados pelo nosso sistema de crenças, assim como o certo e o errado, na medida em que há experiências que nos primeiros momentos nos parecem más, e depois até se revelam boas, e vive-versa.

Quando catalogamos as experiências por erro e falhas acabamos por nos assumir quase sempre como uns falhados, excluindo a hipótese de que o “erro” só acontece porque tentámos e experimentamos fazer algo que achávamos importante para nós ou para outros, em busca do nosso bem-estar.

Quando analisamos as experiências e lhe damos o nome de erro grande parte das vezes estamos também a minar a confiança, e o amor-próprio, resultando com isto menos vontade de tentar, menos vontade de avançar e explorar as nossas potencialidades, as nossas conquistas, e o nosso amor.

E quando assim estamos ficamos despidos de energia para tentar aquilo que queremos as vezes que forem precisas, e sem a resiliência necessária para vivermos cada vez melhor em nós e com os outros.

Se há algo que não podemos mudar são as experiências que vivemos.

Assim sendo, mais importante do que avaliar a experiência como erro, ou como boa ou má, seria importante perceber o que aprendemos com ela sobre nós e sobre a vida, e como a podemos a abraçar para cada dia viver melhor no presente, sem erros e com muitas experiências, porque só vive com experiências quem tenta, as vezes que forem precisas até atingir aquilo que quer.

Diana

Fotografia | Teresa Lamas Serra

Perdoar…é tão bom!

É difícil perceber porque algumas pessoas me magoaram, porque me maltrataram, porque me abandonaram, porque invadiram um espaço só meu.

É difícil perceber o que as moveu verdadeiramente, e o que as levou a não pensar na dor que podiam deixar num corpo frágil a crescer.

É difícil perceber porque diariamente tantas vidas se maltratam e se deixam maltratar, porque tantas marcas e cicatrizes ficam desenhadas nos corpos que se cruzam com o meu aqui e ali.

É difícil acreditar que não há pessoas boas nem más, apenas pessoas que sofrem porque outro alguém as fez sofrer. E em sofrimento, infligem sofrimento no corpo e na vida de outros, e também na minha.

É difícil perceber tanta ausência de consciência, em tanta escuridão, e quando assim é, o melhor mesmo é deixar de querer perceber. Largar os porquês, largar as perguntas sem resposta, largar tudo aquilo que perpetua que acontecimentos passados sejam presentes. Largar todos os julgamentos possíveis e imaginados. E largar porquê? Há respostas que nunca vou encontrar e se assim é, deixo de as procurar ou de as tentar compreender. Talvez porque mesmo que as conseguisse compreender, essa mesma compreensão, não ocultava as marcas e as cicatrizes deixadas, e também tudo aquilo que sou hoje em função delas. Concluí que me restava um caminho, o do perdão. Um perdão sincero, franco, honesto. Um perdão que me permitisse tirar todo o peso do peito, toda a tristeza do rosto, todo o desespero da alma, todos os porquês, toda a vida sem sentido, toda a angústia no peito…que só consumiam energia, nada mais.

Percebi que não queria ser as minhas marcas, nem as cicatrizes na pele, percebi que não queria ser a vitima na minha história nem a vilã, nem a certa, nem a errada, nem a boa nem a má.

Descobri apenas que queria viver a minha vida com amor, sem peso, nem pedras, nem porquês, nem ódios, nem remorso, nem dedos apontados para fora de mim. E para isto tudo acontecer, percebi que o perdão seria o único caminho que me abriria as portas para os outros todos.

Percebi que quando não alimento aquilo que me faz mal, tudo acaba por morrer e se transformar.

Descobri que a principal beneficiada com o perdão, seria eu, na minha vida, na minha pele, e no meu sorriso.

Descobri também que não queria ser aquilo que me aconteceu, mas simplesmente a Diana que gosta de viver e que o quer fazer sempre, da melhor forma possível.

Se este é o caminho para viver em paz, então não quero outro.

Diana

Amavam-se

Amavam-se no silêncio,
unia-os um amor sem som, sem ar, sem boca,
unia-os apenas olhares e palavras perdidas em linhas desastrosamente rabiscadas.
Pouco tinham ouvido a voz um do outro,
guardavam apenas as palavras partilhadas,
os poemas,
as dores,
as vidas de outros desconhecidos,
e as suas.
Nada mais queriam fazer,
a não ser sentir o amor em palavras,
e nesta forma de amar,
se eternizarem os dois.

Diana

Começa agora

Não estás bem, cada vez te sentes pior, mais perdido, mais confuso, mais asfixiado na tua vida?

Há muitas pessoas bonitas como tu, a sentirem-se assim, à procura de porquês, perdidos na sua dor, dor essa que grande parte das vezes só tem tendência a aumentar porque se alimenta o sofrimento e nas as soluções para sair dele. E quando assim é, a vida não tem sentido, os dias são cada vez mais difíceis, a energia é escassa, a vontade de viver por vezes não é nenhuma. Os dias seguem-se uns aos outros, sem lógica nem sentido. Assim andas em sobrevivência entre a tristeza e o medo, entra a angústia e a raiva, entre o peso do passado e um futuro sem sentido. E agora, o que fazer? Parar, é o principal. Parar, de ouvir essa voz sem amor, sem vida, sem sentido, sem energia, sem presente, e sem vontade de viver. E depois fazer, fazer o que for preciso, sim o que for preciso. Grandes parte das vezes perdes-te nos problemas e não encontras ou não queres avançar com as soluções. Preso à crença do difícil, e à crença de que não és capaz, assim ficas sentado a ver os outros viver. Torna-se mais fácil em algumas circunstâncias, continuar sentado a ver os outros avançar do que parar a voz dissonante e surda que destrói o teu próprio mundo, do que levantar e fazer o que houver a fazer. As sugestões são imensas, as saídas emocionais para esses estados de dor também, mas no entanto, o que acontece grande parte das vezes, é continuar no mesmo sitio onde se está à espera de um milagre, ou que algo fora de nós mude, para então poderes mudar e sair então do sofrimento.

O que esperas para fazeres algo por ti?

Começa por mudanças pequenas, e verás que não há impossíveis, e que o sofrimento será resolvido a seu tempo, com o teu tempo. Para isso, no entanto, tens de fazer, tens de implementar acções, para a mudança acontecer porque se esperas por soluções mágicas, sem investimento e vontade real de mudança, nada acontecerá, e a vida apenas passará por ti.

Diana

Fotografia | Ritabela Santos

Não me peças

Não me peças o que não te posso dar.
Nāo me peças que mude. Só mudamos quando queremos, não quando os outros querem. Mudarei se assim o entender, se me fizer sentir melhor, se for por ti, será artificial e oca.
Mudanças ocas serão sempre vazias de sinceridade, porque se mudasse por ti, continuaria a ser sincera para mim.
Não me peças que te diga o que não quero dizer. Não me peças para concordar com aquilo que não quero, não conseguiria. Isto de aceitar aquilo que é o melhor para ti é duro, mas o único caminho possível para mim. Podemos encontrar meios caminhos entre os meus e os teus.
Não me peças para não voar, não cortes as asas a quem só vive de voos sem destino, e sempre com muita liberdade. Sem voar fico presa, sem vida, sem cheiros, sem esperança.
Dá-me liberdade para ser quem sou, e serei tua.
Dá-me liberdade para amar, e amar-te-ei.
Dá-me liberdade para falar, e partilharei a vida em palavras.
Dá-me liberdade para viver, e viveremos juntos.

In Crónicas de uma vida que se vive todos os dias
Diana

Imagem | bailarina Diana Vishneva

Ciumes!

Acredito que as relações não precisam do ciúme para viverem nem para serem acesas. 

O ciúme destrói as relações, mina a estabilidade, a espontaneidade, a simplicidade e a vida da própria relação. 

O ciúme surge quando um ou os dois elementos da relação não gostam o suficiente de si próprios, não reconhecem o seu próprio valor enquanto pessoa. 

Deste sentimento de inferioridade nasce a crença que há alguém que pode desempenhar melhor o seu papel e trazer à outra pessoa algo que ela não tem nem é capaz de trazer. 

 Aliada à insegurança e à falta de auto-estima, surge o ciúme com o forte desejo de controlo e apego. 

Ninguém é de ninguém, ninguém é dono nem propriedade de outro por muito que partilhem juras de amor eterno, filhos, bens e afins. 

À partida, se duas pessoas estão numa relação é porque querem as duas, porque faz sentido para as duas. A partir do momento que um dos dois quer sair, só se deve deixar partir, acreditando, que se assim é, será melhor para os dois. 

Não é o desejo de controlar o que a outra pessoa faz, como se veste, com quem fala e onde vai, que vai aproximar os dois elementos da relação, antes pelo contrário. 

Grande parte das vezes, esta necessidade de controlo por falta de amor próprio e de confiança, gera sufoco e prisão na outra pessoa da relação. Se partimos do pressuposto que somos livres para amar, e vivemos bem na nossa pele imperfeita, porquê controlo? Porquê ciúme? 

Não é por estarmos nós mulheres numa relação com um homem, que vamos ficar cegas e deixar de ver que há outros homens bonitos no mundo. Não é pelo facto de os homens estarem com uma mulher que vão deixar de concluir que também o mundo tem outras mulheres bonitas e interessantes. 

Quanto ao facto de o ciúme apimentar as relações, acho que se trata de um clichê como tantos os outros, que justifica a nossa falta de segurança e amor próprio, nada mais. 

Se há alguém que está connosco, que gosta de nós, que observa que no mundo há muitos outros homens e mulheres interessantes, mas que é connosco que quer estar no presente, por muitas outras escolhas que tenha: perfeito! 

Ciúme, não obrigada, é tóxico e destrói tudo por onde passa.
Diana

Fotografia | Ritabela Santos 

Projeto | Liberdade Provisória 

Para que servem os princípios?

Os princípios existem para nos orientarmos e para percebermos o que queremos, que tipo de pessoa queremos ser e como queremos viver. Definimos esses mesmos princípios como orientações morais, que nos fazem avaliar as várias situações que vamos vivendo, e em função disso vamos catalogando as situações e os comportamentos como bons e maus, certos e errados.

Munidos destes mesmos princípios, vamo-nos definindo como pessoa, boa pessoa ou má pessoa, e vamos catalogando os outros de acordo com a mesma perspectiva.

No entanto, questiono tudo isto…

Em que medida usamos os princípios, para nos orientar ou para me culpabilizar?

Quem somos nós para julgar os comportamentos dos outros de bons e maus, de certos e errados, de acordo com os nossos princípios?

Como lidamos com os comportamentos que nos fazem colocar o rótulo de más pessoas?

Que vantagens encontramos nesta forma de nos analisarmos a nós e aos outros?

Como lidamos com os outros, quando agem de forma incorreta de acordo com os nossos princípios ou religião?

Para que servem mesmo os princípios?

Talvez a maior lei e principio seja mesmo o amor.

O amor por nós e pelos outros.

Não somos ninguém para julgar ninguém, até porque julgamos os outros por comportamentos que também temos, e que ninguém garante que não possamos vir a ter.

Ninguém é superior nem inferior, a ninguém.

Ninguém é detentor de verdades universais.

Que os princípios sirvam para nos lembramos do que queremos e para vivermos  com aceitação e amor, com humildade e com a capacidade de perceber que talvez (para mim), não haja certo nem errado, mas várias formas de viver.

Colhemos aquilo que semeamos apenas, e talvez os príncipes sirvam para nos lembrarmos do que queremos colher.

Diana

Fotografia | Ana Tobias

Nunca deixes de Sonhar

Nunca deixes de sonhar.

Nunca deixes de acreditar que aquilo que queres e desejas pode acontecer.

Nunca deixes de acreditar que os impossíveis não existem, quando neles depositas a tua fé.

Nunca deixes de fazer todos os dias alguma coisa que te aproxime do teu sonho.

Nunca deixes que os imprevistos te tirem da sua rota. Às vezes, as curvas são grandes e as pedras gigantes, mas não faz mal, mais tarde ou mais cedo, chegas lá, e quando chegares não estarás nem atrasado nem adiantado.

Nunca deixes que as frustrações necessárias para lá chegares se tornem maiores que a tua vontade de o viver.

Nunca quebres os teus princípios para lá chegar, porque aquilo que semeares colherás.

Nunca deixes que as opiniões de outros enfraqueçam as tuas forças. Quem quiser ir contigo irá, quem não quiser aceita e respeita, e continua rumo ao que queres.

Nunca deixes de cuidar de quem amas em função do teu sonho. Às vezes, o sonho é tão grande que não vemos o que vamos perdendo no caminho, correndo o risco de termos o sonho na mão, e a vida vazia de nada.

Se não tens sonho nenhum, descobre-o.

Vida com sonho é vida, sem sonho, não sei.

O nunca tal como o sempre, também não existem, mas todas as regras têm exceção, e assim sendo, que a exceção desta seja nunca deixares de sonhar, com o teu sonho.

Diana

Fotografia | Teresa Lamas Serra